Comércios de vizinhança se fortificam enquanto grandes redes estagnaram

Para diretores de distribuidora de alimentos, a identificação entre consumidor e comerciante, além da comodidade, devem contribuir cada vez mais para o desenvolvimento do segmento

Conforto, identificação e nova postura econômica são as principais características que têm feito o comércio de vizinhança crescer nos últimos cinco anos, enquanto as grandes redes estabilizaram. A informação é confirmada pelos diretores da Dipam Gaúcha ao relatar que 80% do faturamento da distribuidora de alimentos corresponde aos mercados de bairro, algo em torno de cinco mil pontos de venda na Região Metropolitana, Vale do Sinos, Região Carbonífera e Litoral.

- O varejo de bairro sempre existiu, o que ocorreu foi que ele se fortificou. Este fato fez, inclusive, com que grandes redes começassem a criar lojas de bairro. Nós, como distribuidores, vemos isto como uma forma de fortificar a marca, pois não adianta ir no supermercado e encontrar o produto mas chegar no comércio de bairro e não vê-lo – explica o diretor-presidente da Dipam, Claurio Thadeu Ferreira.

O relacionamento entre cliente e comerciante é um dos pontos destacados pelo diretor financeiro da Dipam, Luiz Sartori.

- Este tipo de comércio tende a se fortificar cada vez mais por que, por mais que o consumidor busque atendimento e serviço, ele quer ver pessoas com quem ele se identifica – argumenta Sartori.

Os outros aspectos que influenciam este comportamento são a comodidade, visto que o cliente pode fazer suas compras ao lado da sua casa; a baixa diferença de valores entre os produtos; e, um novo hábito de consumo e econômico, visto que muitas pessoas moram sozinhas e buscam por produtos práticos, geralmente em monodoses, e que o tradicional rancho foi substituído por compras semanais e diárias.

Redação: Francine Malessa / Coordenação: Marcelo Matusiak